segunda-feira, 10 de junho de 2013

BES Run Challenge Lisboa

Os Bip-Bip Runners presentes, eu,
o Fernando, o Ricardo e o Tiago.
Falta a Marta...
Mais uma vez, a impossibilidade de um amigo em estar presente numa prova, desta feita o 3º e último episódio da trilogia BES RUN, fez-me ir até a o Rossio repetir a Corrida de Santo António.

Tendo sido uma notícia recebida quase em cima da hora, as condições físicas dificilmente seriam as melhores, depois de dois treinos puxadinhos no decorrer da semana. 
Como tal, o principal objectivo era tentar melhorar os 48m57s da edição do ano passado.

Com um dorsal Sub 60' não pensei em partir rápido, mas o que é certo é que consegui, mesmo no primeiro Km, baixar os 5 min/Km.

Até ao Cais do Sodré o aglomerado de atletas era bastante mas o ritmo mantinha-se vivo. E depois de entrar na Av. 24 de Julho tudo melhorou.

O clima estava quase perfeito, sem sol, sem vento e uma temperatura "amenamente fresca".
Apesar do ritmo, foi curioso sentir que vinha com uma passada bem confortável, sem grandes dificuldades, mas sentia também que estava muito perto do meu limite e sem grande margem para aumentar o ritmo.

Até nova passagem pelo Cais do Sodré, já no regresso, pouco mais há a dizer. Foi um "rolar" constante sempre perto dos 4:40 min/Km.


Por volta dos 8 Km's resolvi impor um ritmo ligeiramente mais forte. Ligeiramente...
Apesar do empedrado da Av. Ribeira das Naus e da quase imperceptível subida da Praça do Comércio até à Praça da Figueira, lá aumentei o ritmo dentro do possível.

Cheguei ao Rossio bem solto para cortar a meta com 46m52s (tempo de chip).
Para uma prova não prevista até que nem foi mau, acabei por fazer o meu 2º melhor tempo aos 10 Km.

Podem dar uma vista de olhos nas fotos BIP-BIP RUNNERS aqui.

Na próxima semana vou à primeira edição da Corrida dos Pupilos do Exercito. Com um percurso a passar por Monsanto deve ser interessante.

Boas corridas!!!




terça-feira, 28 de maio de 2013

V Meia-Maratona na Areia

Bem, que empeno!
Mas foi uma bela primeira participação nesta aventura.

Apesar de ser assíduo nos Treinos Lunares e apesar de já contar com as dificuldades não esperava ter que puxar tanto pelo cabedal.

Depois dos habituais cumprimentos ás caras conhecidas (que se prolongou pela prova dentro) fiz um ligeiro aquecimento e fui para a "caixa" da partida.

Comecei em ritmo de passeio, no fim do pelotão, sem grandes preocupações de tempo e na companhia do Miguel. A nossa parceria durou até ao primeiro abastecimento pouco depois dos 5 Km's altura que abri um pouco a passada depois de várias insistências do Miguel. O piso estava bom e eu aproveitei.

Com o Miguel e o Filipe.
Até perto dos 9 Km's fui num ritmo mais vivo mas nesta fase o piso começou a ficar mais mole. Seriam quase 3 Km's de um esforço brutal e ritmo lento.
Apesar de começarem os cruzamentos com os primeiros os olhos não saiam do chão, numa tentativa quase inútil de escolher o melhor trajecto.

Ao chegar ao retorno o que já esperava, o vento contra. Como se não bastasse o piso, agora era também a forte nortada a fazer mossa. Iam ser 10,5 Km's de luta.
Mesmo depois do regresso ao piso rijo o andamento não subiu muito. Com esforço consegui baixar dos 6 min/Km. 

Por volta dos 15 Km's comecei a fazer contas ao tempo final. Com algum esforço ainda dava para baixar das 2 horas, mas seria à justa. Foi a motivação que precisava.
Até ao fim ainda passei por vários atletas com algumas dificuldades. Um deles era a Paula dos Rail Runners. Ainda fui um pouco com ela numa tentativa de lhe dar força e nos ajudarmos até ao final. Mas a Paula não estava nos dias dela e respondeu negativamente à minha proposta para as 2 horas. Despedi-me e segui.

Perto da meta tive a companhia do filhote para cortar a meta em grande estilo a "puxar" o pai.
Acabei com 1h58m27s (tempo Garmin) nesta minha primeira aventura pelas areias da praia. Quem sabe não será o aperitivo para a UMA de 2014... ;)

A organização esteve em grande. Abastecimentos líquidos, sólidos e até frutos secos no final. Os voluntários sempre atentos e motivadores nos vários abastecimentos.
Só aquelas garrafas todas espalhadas no areal é que, no meu ver, era escusado. Mas mesmo aqui os voluntários, no que consegui ver, sempre em acção a apanhar as garrafas vazias.

No fim, com as pernas de molho
na água fria.

Gostei e é para repetir.


Boas corridas!!!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Trilhos D'Almada 2013

Mais cedo que o previsto fiz a minha estreia numa prova de trilhos.
Duas desistências na equipa de um amigo fez-nos estar presentes nos Trilhos D'Almada, eu na prova principal e a Carla na caminhada. E gostámos... bastante.

Não sabendo eu o que iria encontrar foi com bastante agrado que verifiquei que o grau de dificuldade era identificado como "médio/baixo". Nada melhor para uma estreia, até porque ainda não "mora" lá em casa nenhuns ténis adequados ao "trail running".

Com um número de participantes bem inferior ao que estou habituado nas provas de estrada, depressa entrámos no espírito "familiar" do evento.
Conversa em dia com vários amigos e, ao som do apito de partida dado pelo Alberto Chaiça, o padrinho da prova, lá fomos entrando pela Base do Alfeite.

O "speaker" de serviço já tinha informado que a prova seria 20% alcatrão e 80% trilhos, estradões e praia. Belo desafio.

Até perto dos 4 Km's o percurso foi maioritariamente trilhos com um sobe-e-desce constante, sempre dentro da mata do Alfeite, apenas com breves transições em alcatrão.
Após o abastecimento aos 4 Km's entrámos num estradão de terra batida que nos levaria até à Baía do Seixal. Foram cerca de 3 Km's de ritmo calmo o que permitia a converseta da boa, quer entre atletas quer também com os vários auxiliares que nos iam indicando o caminho quando assim era necessário, sempre com boa disposição.

Por volta dos 8 Km's entrámos então na praia para pouco mais de 2 Km's de areia. Foi uma fase de maior esforço visto a areia estar mole, mesmo na zona molhada. Mas depois de encontrar o ritmo certo até se fez bem.

No final do areal voltámos à terra batida no regresso ao interior da base.
Passagem pelo mesmo ponto de abastecimento, desta feita já com 11,5 Km, onde começámos a partilhar o percurso com o pessoal da caminhada.

Daqui até à meta foi a rolar, aproveitando as descidas para embalar um pouco.
Terminei os cerca de 13,5 Km's de prova com 1h24m.

Resumindo, apesar de já ter feito treinos parecidos em Monsanto, alguns até com maior dificuldade, gostei bastante da experiência. A organização foi bastante positiva sem reparos da minha parte.
Fica aberta a porta para outras provas do tipo, desta feita com um pouco mais de dificuldade e com uma distância maior.

Obrigado ao Vítor pelas fotos que roubei.
Mais fotos da prova aqui.

E no próximo domingo há a V Meia-Maratona na Areia.

Boas corridas!!!





terça-feira, 14 de maio de 2013

24ª Meia-Maratona Internacional de Setúbal

Se há umas semanas atrás, depois da boa prestação na Meia-Maratona de Almada, pensei que poderia
bater o meu melhor tempo na distância em Setúbal, as previsões de calor para o dia da prova rapidamente me fizeram desacreditar nessa possibilidade. A juntar à festa, uma véspera "mal" comida e bem bebida não agoiravam nada de bom. Mas a esperança é a última a morrer, certo?

Os Bip-Bip's presentes:
eu, o Gonçalo e o Gil.
Depois do tiro de partida conseguimos impor logo um ritmo bem agradável e logo no 1º Km estávamos abaixo dos 5 min/Km.
O calor já se fazia sentir mas nos primeiros quilómetros ainda no interior da cidade não incomodava muito. A paisagem era variada e apoio popular era bem vindo.

Perto dos 6 Km's entramos na tão famosa Estrada da Mitrena. Aqui, dizem os repetentes, é que começava verdadeiramente a prova.
O Gonçalo ia com "fome" e nessa altura já eu percebia que o dia não era para aventuras. Mandei-o seguir, eu não ia conseguir forçar.

Naturalmente o ritmo baixou, os Km's seguintes foram feitos entre os 5:00 e os 5:10 min/Km. O calor, a monotonia do percurso (e os cheiros...) e o meu estado físico não dava para mais. Salvava-se a vista para o Sado para distrair a mente.

Depois da viragem aos 12 Km's comecei a fazer contas e a tentar definir uma estratégia para os Km's finais. Mas as pernas não estavam para muito mais e nem o cruzamento com caras conhecidas fazia com que o ritmo aumentasse.

Perto dos 13 Km's o impensável, um dos muitos ciclistas que se cruzavam no nosso percurso atropelou um
atleta, literalmente. Caíram os dois uns 50 metros à minha frente.
Quando passei por eles já estavam em pé e com assistência de outros atletas. Acabei por não perceber o estado de ambos.
O ciclista desfez-se em desculpas mas são situações que não devem nem podem acontecer. É que eles passavam mesmo pelo meio do pelotão, ainda por cima numa zona de corrida nos dois sentidos. Era quase inevitável.

Pouco depois, na zona do abastecimento dos 10 Km, julgo que em função de já terem passado todos os atletas, estavam a dar a água que tinha sobrado a quem já ia no regresso. Antes da zona deste abastecimento improvisado estavam parados mais uns quantos ciclistas. Quando me dirigi ao abastecimento, eu e mais uns quantos, os ciclistas arrancam, sem sequer olhar, e não houve ali mais uns atropelamentos por mero acaso. Eu tive mesmo que parar para eles passarem e lá consegui chegar ao rapaz do abastecimento. Claro que saíram em uníssono uma carrada de palavrões de todos os que estávamos naquela situação. Um dos agentes de mota arrancou na hora, no encalço dos ciclistas, e o que é certo é que até ao final não passou mais nenhum ciclista por mim.

Voltando à prova, imediatamente a seguir vinha uma subidinha das boas, num dos viadutos que passámos, e logo depois o abastecimento dos 15 Km.
Aproveitei a descida para embalar um pouco mas... nada. As pernas não queriam.
Pensei em me resguardar um pouco até aos 18 ou 19 Km. Nesta altura o ritmo já andava perto dos 5:20 min/Km.


Chego aos 17, 18, 19 Km's mas nada de forças extras. Aqui já tinha desistido do 2º objectivo, baixar a 1h45m (já que o 1º há muito que estava esquecido). Além de não me achar capaz, mesmo que o conseguisse seria sempre num sofrimento superior ao meu limite máximo de sofrimento. Dificilmente algum dia ultrapassarei esse limite e "hoje não vai ser excepção...", pensei.

Deixei-me seguir, o mais confortável possível, com as pernas sempre a dizerem que já não queriam correr mais. Há muito que faltava o combustível.
No último quilometro tive que me obrigar a não baixar os 5:30m, e consegui... a custo.

Cortei a meta com 1h47m58s (5:08 min/Km), cansado mas bem disposto, sem sofrimento de maior mas com a sensação de que esta meia-maratona foi talvez a prova que mais me custou fazer, depois da Maratona de Lisboa. Além do esforço físico foi também um bom teste mental, que foi superado apesar de algum custo.

O tempo final, dadas as condições, acabou por não ser mau de todo, mas ficou o alerta, não somos de ferro e uma má preparação e abusos dá nisto.

A organização esteve bastante bem, não tendo reparos a fazer.
Deixo no entanto, não uma critica mas a minha opinião em relação aos abastecimentos. Acho que houve abastecimentos em quantidade suficiente mas, no meu ver, mal distribuídos  O número de abastecimentos no inicio não foi proporcional com o resto da prova, quando mais falta fizeram. Acho que podia ser melhor distribuído tendo em conta a maior necessidade na segunda metade da prova.
Mas este foi o meu sentimento, não sei se generalizado.

No final fui abordado pelo Gilberto, um atleta que, segundo o próprio, foi influenciado pelas minhas experiências relatadas neste blog. Obviamente fiquei bastante contente e, apesar do cansaço, ainda deu para uma foto.
Obrigado Gilberto. ;)

Mais fotos do evento aqui.

A próxima será a V Meia-Maratona na Areia. Até lá...

Boas corridas!!!


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nós, o GPS e as mentiras em que ele nos faz acreditar

Já ando há bastante tempo para "jogar na confusão" sobre aquele que é para muitos de nós o nosso principal parceiro de treino, o GPS.
Vou passar-vos a minha opinião, parte pessoal e parte com base em fontes seguras, nomeadamente os fabricantes de equipamentos.

Estive para fazer um "post" algo técnico, até porque sou um aficionado das novas tecnologias e gosto de me informar, mas resolvi não o fazer, sendo que me pareceu mais lógico escrever em linguagem de treino, aquela linguagem que usamos com os amigos durante as nossas actividades.

E o que me leva a escrever sobre este tema? Fundamentalmente aquilo que vou ouvindo nos treinos e provas e que me leva a pensar que muitos de nós não tem noção do que leva no pulso ou no braço.

O GPS (Global Positioning System) é, como o nome indica, um sistema de posicionamento e não um sistema de "deslocamento". Os equipamentos que usamos no dia-a-dia para as nossas actividades (relógios ou telemóveis) medem a nossa posição no momento e não a nossa deslocação ou velocidade. Esta é calculada através de formulas matemáticas mas sempre com base na nossa posição.

Amigos, lá porque o vosso relógio conta 21.3 Km numa meia-maratona não quer dizer que tenham corrido mais que o previsto e nem os organizadores nos enganaram (observação frequênte nas prova, sacanas dos organizadores sempre a enganar-nos).
Se fizeram 2h01 nos tais "21.3 Km" isso não implica que o vosso tempo real à meia-maratona tenha sido 1h59m.
A maior parte dos programas de corrida permitem a edição de dados. Editem e corrijam para a distância real, só para que possam, pelo menos nas provas, ter os dados correctos para vossa gestão.

Também a velocidade e a cadência instantâneas não podem ser consideradas reais. É frequente ouvirmos
comentários do tipo "vou a 4 min/Km" quando o corredor em questão mal desce dos 6 min/Km. Basta vermos o gráfico da actividade para percebermos que as oscilações de velocidade são constantes o que não é sequer parecido com o que fizemos na tal actividade.
O mais próximo do real é mesmo o ritmo médio por distância, no meu caso uso o ritmo médio por Km, se bem que esta é uma questão pessoal.

Onde eu quero chegar é que os nossos GPS's não são NUNCA 100% exactos e, como tal, a distância medida tem uma grande probabilidade de não ser a correcta. E isto aplica-se não só à distância horizontal mas também à vertical (altitude).
Basta que façam um treino com vários amigos, com equipamentos iguais ou não, e vão verificar que o resultado final não será exactamente igual em nenhum deles. Temos que encarar os equipamentos como um auxiliar e não como uma ciência exacta.

Boas corridas!!!