O Move Bonus é um projecto que nasce no seguimento do Run Bonus e que premeia quem faz desporto. Mas se o Run Bonus estava focado quase exclusivamente na corrida e nos quilómetros efectuados, o Move Bonus abrange toda a área desportiva já que, além dos quilómetros corridos, também pode contabilizar as calorias gastas ou os passos dados.
Para isso, basta que seja usada uma aplicação de telemóvel ou um relógio desportivo e depois sincronizar no site. Os pontos atribuídos poderão ser usados em descontos na aquisição de produtos ou em acções de solidariedade.
O lançamento foi no passado dia 18 de Março, quarta-feira, no Food Guru, na presença de vários convidados, parceiros e atletas.
Podem ver as fotos do cocktail de lançamento aqui.
Depois de ter falhado a edição de 2014, voltei este ano à Corrida das Lezírias.
Não sendo uma prova que considere "imperdivel", continuo a gostar muito de a fazer, talvez pela exigência do percurso, alcatrão, empedrado, terra batida... desafiante.
Este ano serviu também para teste da condição física actual, já que Sevilha ainda está a fazer mossa. Assim iria usar o aspecto competitivo para fazer um teste mais sério ao estado físico actual.
Depois do encontro com a família Correr Lisboa para as fotos da praxe, e depois de um ligeiro aquecimento, fomos para a partida.
Estava bem composto o pelotão, terminando 1658 atletas. Muito bom.
CORRER LISBOA
A estratégia estava definida, entrar com o ritmo habitual e ver até onde dava, sendo que seria quase certo ter alguma quebra.
Onde está o Wally? (foto: Jorge Figueira)
O inicio da prova parecia lento por não ter entrado nos habituais "zig-zags", mas o que é facto é que o ritmo foi sempre abaixo dos 5'00'' /Km.
Com a subida da ponte o pelotão esticou um pouco mais e à entrada das Lezírias já se conseguia correr com mais espaço.
Até aos 7 Km's não tive grandes problemas, mas daqui para a frente seria bem diferente.
As forças começaram a faltar e o ritmo começou a cair. O percurso tinha entrado também na zona mais irregular o que também não ajudou.
Pouco depois sou alcançado pelo Tiago e pelo Adelino. Com ajuda torna-se mais fácil (ou menos difícil) e consegui manter-me junto deles.
O calor já apertava o que dificultava ainda mais as coisas, mas apesar das dificuldades, ia conseguindo manter-me abaixo dos 5'00'' /Km.
O trio já na meta.
Aos 12 Km's era o regresso ao alcatrão. Foi o quilometro mais lento da prova porque já não havia força para subir novamente a ponte num ritmo mais vivo.
Depois do topo foi aproveitar a descida para regressar ao ritmo mais rápido e depois foi rolar até à meta.
Apesar de tudo consegui fazer o meu melhor tempo nas Lezírias. Terminei com 1h14m30s, média de 4'52'' /km, para os cerca de 15.300 metros do percurso.
Não foi mau mas ainda preciso de mais algum tempo para a recuperação ser a ideal.
A organização esteve bem, ao nível do que já nos habituou. Dois abastecimentos durante a prova mais o habitual no final, onde além da água havia também fruta variada.
O próximo teste vai ser a Meia-Maratona de Lisboa mas estas duas semanas de treino é que irão ditar a estratégia, se vou armado em maluco ou se faço a prova num ritmo mais moderado. Tudo depende da evolução da recuperação.
Se podia ficar por aqui? Podia, mas não era a mesma coisa.
A ver se não torno isto muito aborrecido.
Faltam-me palavras... já passou mais de uma semana e ainda vivo a maratona.
Estou à mais de 5 minutos a olhar para o ecrã e não sai nada. Faz-me lembrar aquelas cenas dos filmes onde o "herói" escreve e amachuca dezenas de folhas de papel onde nada sai como ele quer.
Fomos na véspera, bem cedo, no autocarro da Go2Marathon. Muitos "Vicentes" presentes, uns para correr mas outros só para apoiar, juntamente com velhos e novos amigos.
Chegada à FIBES quase à hora prevista para o levantamento dos dorsais. A feira estava interessante e a "pasta party" bem organizada.
Ao final da tarde ainda deu para um passeio pelo centro de Sevilha.
Mas vamos ao que interessa.
Apesar da ansiedade até dormi bem. Acordei cedo e bem disposto.
Sempre com o horário bem gerido, chegámos bem a tempo à zona da partida. Tempo para os afazeres mais "técnicos" (vulgo xixizinho), fotos da praxe e ligeiro aquecimento. As condições climatéricas estavam perfeitas, fresco com sol, mesmo como gosto.
Quase sem dar por isso estava na hora.
Acesso às caixas de partida sem dificuldade, apesar dos cerca de 11.000 atletas.
A animação estava ao rubro, com um "speaker" espanhol e outro português. Bem animaram a partida e a chegada.
Partida dada, sigo com o Zé Tó. Combinámos ir juntos até dar já que o nosso ritmo previsto ser idêntico.
Talvez em função do respeito pelos tempos de acesso às caixas de partida, conseguimos arrancar no nosso ritmo desde o primeiro metro. Apesar da enchente inicial, que durou bastantes quilómetros, todos seguiam no mesmo ritmo, sem "ziguezaguear", havendo só esporadicamente uma ou outra ultrapassagem.
Inicialmente, a prova não teve muita história. Conseguimos manter a maior parte dos quilómetros entre os 5'05'' e os 5'10'' e a única preocupação era não nos entusiasmar-mos com o apoio, o célebre apoio de Sevilha, que por vezes nos fez baixar dos 5'00'' /Km.
Esse apoio, apesar de não ser como referido por muitos durante os 42 Km's (sim, em Sevilha também há zonas vazias (poucas) e quem assista de braços cruzados quase indiferente), era um apoio muito regular, em muitos sítios só comparo mesmo com a SS Amadora ou com a Corrida das Fogueiras. Mas tendo em conta que é uma maratona... upa upa. Fantástico!
E depois, no meio da confusão e barulho, ouvimos um "EMBORA VICENTE!"... Uma sensação indescritível!!!
VICENTE: Nome carinhoso dado aos atletas que correm com as cores do Correr Lisboa. Só para que conste. ;)
Tempos oficiais de passagem:
10 Km - 51m10s (5'07'' /Km)
21 Km - 1h48m50s (5'10'' /Km)
30 Km - 2h35m42s (5'11'' /Km)
Aqui sim, começou a prova.
Aos 30 Km's já ia "sozinho", mas ia bem, com força, apesar de já se fazer sentir mais calor. Só me preocupava em manter o ritmo.
Mas aos 32 Km's comecei a sentir o peso dos quilómetros. Apesar de ter tomado os geis nas alturas previstas e apesar dos óptimos e regulares abastecimentos, com água, isotónico e bananas em alguns postos, estava a fraquejar.
Comecei a perder alguns segundos por quilómetro até aos 35 Km onde dei um estouro de todo o tamanho. Finalmente senti verdadeiramente o famoso muro, tal como muitos o descrevem.
Nesta altura estava a entrar no Parque de María Luisa, troço mítico da maratona de Sevilha. Pensei que, apesar do peso nas pernas, talvez o apoio permitisse contornar algum do défice. Mas não, das várias tentativas para acelerar, o ritmo não baixava dos 5'40'' /Km, chegando mesmo a encostar nos 6'00'' em alguns quilómetros. E nem a passagem na Plaza de España me empurrou, um pouquinho que fosse.
Comecei a fazer contas, as 3h45m iam ser muito à justa, mas sempre pensei que pudesse ganhar uma forcinha extra.
O centro de Sevilha estava ao rubro, havendo zonas que tínhamos um corredor de pouco mais de dois metros para passar, com todos a darem ânimo num apoio singular, único, ensurdecedor. Uma coisa simplesmente indescritível!
Aos 40 Km, passa por mim o "pacer" das 3h45m. Pensei que era a minha oportunidade. Mas quando tentei segui-lo o homem parecia que ia de mota. Não consegui sequer esboçar uma reacção. Não dava mais.
Aqui desmotivei, percebi que não ia dar para as 3h45m e deixei-me só rolar, já ligeiramente acima dos 6'00'' /Km.
Estes 2 Km's pareciam que não passavam. O apoio mantinha-se mas a desmotivação falava mais alto... até à entrada dos estádio, o Estádio Olímpico de La Cartuja, um dos momentos que eu mais esperava. E aqui passou tudo, ou quase... (podem ter uma noção do que foi terminar Sevilha neste video)
Entrada no túnel, escuro, silêncio, até se avistar a pista, as bancadas, o eco dos "speakers", da música.
Arrepiei-me quando saí do túnel. A Carla estava logo ali, a fotografar, a gritar. Faltavam 300 metros.
Passo a placa dos 42 Km, faço a última curva e entro na recta final, nos últimos 100 metros. Power-off... As emoções falam mais alto, algo que não consigo controlar. É o efeito maratona, comigo é assim.
Corto a meta com 3h45m59s, média de 5'21'' /Km, de braços no ar. FELIZ!!!
Obrigado à Sandra, ao Heitor e ao Nuno, que estavam logo ali. a minha guarda de honra.
Depois da sensação inicial de objectivo falhado caio em mim. De facto falhei por 1 minuto o objectivo de tempo, mas acabei mais uma maratona, acabei sempre a correr e tiro quase 10 minutos ao meu melhor tempo. Porra pá, não chega? Prova superada!
Por fim, resta-me referir o espírito Correr Lisboa. Foi antes, durante e depois, sempre no apoio.
E apesar do atraso na chegada a Lisboa, até uma recepção de campeões tivemos.
Este pessoal é ÚNICO!!!
Olhando para trás, exceptuando a lesão de final de ano que me obrigou a quase 3 semanas de paragem, acho que foi tudo feito como mandam as regras. Irei de consciência tranquila.
Como já vem sendo hábito nos últimos anos, irão estar muitos "tugas" presentes, não só a correr como também a apoiar, a juntar aos milhares de locais que fazem desta maratona um evento de referência.
Quem quiser seguir o evoluir dos atletas em tempo real, ou mesmo a transmissão da prova, poderá seguir aqui todas as informações fornecidas pela organização, domingo a partir das 8 horas da manhã.
Muitos já me falaram dos "pros" e dos (poucos) "contras" desta maratona, seja o apoio do público, sejam as belas zonas de passagem, seja o percurso plano, que este ano sofreu umas ligeiras alterações para haver ainda mais apoio.
Mas aquilo que por mais anseio é mesmo a entrada no estádio olímpico. Acho que vai ser uma sensação única e indescritível. Isto se lá chegar, claro está, porque a maratona está cheia de surpresas, algumas bem desagradáveis.
Até arrepia...
Estádio Olímpico de La Cartuja LINDO!
Apesar de sair para Sevilha amanhã bem cedo, ainda não arrumei nada, mas já tenho tudo bem pensado, equipamento, alimentação, etc. Só espero não me esquecer de nada, não me apetece ir às compras em Sevilha.
Já com maior certeza, parece que o estado do tempo estará favorável. Julgo que não irá variar muito da previsão. Se bem que a sensação térmica podia ser um pouco mais fresca à hora que espero chegar.
Não me parece nada mal.
Este será o último "post" até à prova, agora só na 2ª feira darei notícias.
Espero que todos se divirtam e que consigam atingir os objectivos a que se propõem. E se não conseguirem não desesperem, mais maratonas virão. Eu sei do que falo. ;)
Para aqueles que ainda não percebem muito bem o que é isto da "Maratona", vai daqui um videozinho daqueles...