A MINHA
MARATONA – 2012
Cheguei cedo
ao 1º de Maio, a manhã “acordou” solarenga, porém fria, e procurei um local
para tomar o meu “doping” matinal
(café) de preparação para a longa correria que me esperava. Depois foi a fase
de “recolhimento” no pavilhão gimnodesportivo, qual “Templo”, com dezenas de
“fiéis”.
Está na hora
de ir para a “partida”. Encontro Maratonistas, “velhos” e novos.
PUMMM…
ouve-se o “tiro”, vêem-se muitos “flash”
e lá vamos todos com sonhos para se tornarem realidade.
Com cerca de
5 Km de prova o ritmo é bom e descontraído ao longo da Av. Roma (Metro a Metro
com centenas de atletas “estafetistas” e apoiantes) (1). Depois de uma volta
turística por Lisboa (monótona) (1), o Cais do Sodré é já ali em baixo (1).
Após uma longa recta (Av. 24 de Julho) (2) chegámos a tempo de observar a
“partida da MEIA” que assim se juntou ao “bravos da Maratona” e já em sentido
contrário o “Russo Voador” que viria a vencer esta 27ª de Lisboa. Entretanto
observam-se apoios vários, não só em géneros (água, gel, bananas e laranjas),
bem como aplausos (de dentro e de fora), incentivos verbais e cartazes. De
entre eles destaco, “FORÇA PAI”, que “dava asas” a todos os pais, avós e não
só que passavam no “MURO”, cerca dos 35 Km.





De novo o
retorno ao Cais do Sodré com destino ao local de maior dificuldade do percurso
(Av. Almirante Reis / Areeiro) onde os pés se enterraram no asfalto Metro a Metro
(literalmente) (1) e passagem, de novo, na Av. Roma. Daí até à Meta foi só
“rolar” já com o “motor” desligado, - o percurso era sempre a descer – e o
apoio final dos “fans” destes eventos atléticos e acompanhantes nas bancadas do
bonito Estádio 1º de Maio em sintonia com a alegria, orgulho e emoção que só os
Maratonistas sentem ao cruzar a Meta.
Fernando
Carvalho
(Maratonista,
aposentado das lides - por dentro - por falta de “canetas” desde 1988, hoje
“freelancer” dos “tiros” fotográficos e apoiante de um novo Maratonista).
(1) –
Metropolitano de Lisboa.
(2) –
Fizemos uma boa caminhada de ida e volta.
Lisboa, 12/12/2012