Parece que a minha época vai ter que acabar mais tarde que o previsto.
A Meia-Maratona de Almada está de volta após 3 anos de interregno e, dizem, melhor que nunca.
O percurso atractivo mas algo exigente, oferece aos participantes a passagem pelo coração de Almada e por locais emblemáticos e normalmente fechados ao público, como a Base Naval do Alfeite e a Lisnave.
Além da meia-maratona, estão também disponíveis a corrida de 10 Km e a caminhada de 6,5 Km.
Venham até à margem sul conhecer Almada de uma forma diferente.
...só tenho andado com pouco tempo ou pachorra ou paciência ou actividade ou contacto "blogueiro".
Talvez um pouco de todos, vá... ;)
Entretanto já ultrapassei a lesão de Dezembro (mal seria...), já fiz a minha 100ª prova (no próximo domingo será a 102ª) e continuo na busca da boa forma do passado.
Decisão para 2016, não vai haver maratona.
Vou descansar do stress de 4 anos a focar o ano nas maratonas e arranjar outros objectivos, que irão passar principalmente por melhorar os meus tempos aos 10 Km e à meia-maratona.
E de resto, nada de mais. O importante é continuar a correr, com motivação e boa disposição.
Correu mal a tão aguardada Maratona do Porto. Foi mesmo a minha pior participação numa maratona.
Vou resumir porque ainda não digeri o sucedido.
A prova:
Ainda com boa cara.
(Foto: Fernanda Silva)
- Bom ambiente mas muito calor, demais mesmo.
- Percurso agradável na sua maior parte.
- Apesar de algumas zonas mortas, o apoio do público foi bastante agradável. Mas a malta do Kangaroo Health Club foram umas máquinas. Parabéns!
- Também a "família" Correr Lisboa esteve em grande número. Além do apoio durante e no final da prova, também o convívio no dia anterior foi 5 estrelas.
- Muito bem também o pessoal dos abastecimentos, sempre prontos a ajudar.
- O incentivo da campeoníssima Aurora Cunha nos últimos metros quase que nos faz esquecer os outros 42Km's.
- Algumas falhas que aponto à organização que começaram logo aos 100 metros de prova com o afunilamento na saída do Queimódromo a obrigar mesmo à paragem.
- Muito empedrado e muito percurso para "encher chouriços".
- Parece-me que abastecimentos de 5Km em 5Km é pouco, mesmo sem o calor que se fazia sentir.
E eu, uma verdadeira vergonha:
João, eu, Heitor e Tiago
A resistirmos como possível.
(Foto: Viriathvs Runners Viseu)
Depois do último treino longo na Maratona de Lisboa ter corrido de feição, nada fazia prever que a minha maratona durasse cerca de 18Km's, altura em que as pernas começaram a fraquejar. Foi quando percebi que não ia haver maratona.
Preparámos uma estratégia de caminhar nos abastecimentos e redução de ritmo de corrida. Até deu para parar para cumprimentar a família e os amigos.
A estratégia durou até perto dos 35Km's, altura que as pernas pediam mais paragens.
E lá fomos a sofrer, o tal "prazer da corrida" já não existia... um autêntico sacrifício. Foi valendo a companhia.
Fica a atenuante psicológica de ter havido muita gente a ter problemas, uns mais graves que outros.
Fazendo uma comparação lógica com a Maratona de Lisboa, com todos os prós e contras de ambas, continuo a preferir Lisboa.
No entanto, segundo alguns relatos de repetentes, parece que as edições anteriores da Maratona do Porto foram melhores que esta última. Deixo esse benefício da dúvida com votos sinceros que já na próxima edição possam resolver as questões menos boas.
Depois da recuperação estava a apontar para a Meia-Maratona dos Descobrimentos para arrebitar psicológicamente, mas uma micro-ruptura na coxa fez-me ficar de fora. E vamos ver se consigo estar nas São Silvestres de Lisboa e Amadora, mesmo que só para treinar.
Aproveito para desejar umas Boas Festas a todos!!!
Mais quatro semanas e as coisas continuam a evoluir, mesmo com uma semana de férias pelo meio com uma ligeira redução de carga. E até deu para um treino de rampas.
Indiana Carla e Pedro Dundee.
O que é facto é que os treinos específicos são cada vez mais duros, os longos cada vez mais longos, mas a recuperação é cada vez mais rápida. E até o peso vem dando ligeiras indicações de diminuição, tendo já baixado os 90 Kg.
Nestas semanas, apesar de ter falhado um longo logo no inicio de Setembro, fiz a Meia-Maratona de S. João das Lampas, vários treinos intervalados e dois longos de 29 e 30 Km.
Depois de um ano de interregno, voltei à mítica Meia-Maratona de S. João das Lampas.
Bom ambiente, muitos amigos, muita animação... que saudades tinha.
O trio ainda junto.
O objectivo deste ano estava dividido em três patamares, melhorar o meu melhor tempo (1h52m08s em 2013), baixar a 1h50m e, no limite, baixar a 1h45m.
Logo de inicio definimos a estratégia, iria com a Brigitte e o Zé Tó e depois logo se via.
Sendo esta a minha primeira prova depois da paragem de verão e logo na semana seguinte a 7 dias de férias com pouco treino, a reacção física era uma incógnita.
Começámos bem. Depois da volta inicial já em bom ritmo deixámos o ritmo evoluir, se bem que as subidas faziam-me puxar pelo cabedal para não descolar.
Puxa Bri...
(Paulo Sezilio Fotografia)
Até aos 8 Km's andámos sempre perto dos 5'00'' /Km mas depois as subidas começaram a fazer mossa e o ritmo começou a baixar. Mesmo sendo uma redução ligeira acabou por rapidamente eliminar o factor 1h45m. Talvez no próximo ano.
Pouco depois da passagem pela zona de meta o Zé Tó sentiu-se indisposto e acabou por abrandar, ficando só eu e a Brigitte para atacar os últimos 7 Km's.
Apesar do ritmo de manter pouco acima dos 5'00'' /Km, as subidas já eram feitas com algum esforço extra para conseguir acompanhar a Brigitte.
Por volta dos 18 Km's acabei mesmo por descolar em definitivo. Já antes descolara numa das subidas conseguindo recuperar depois, mas desta foi de vez.
A partir daqui foi rolar até à meta, aproveitando a descida final para aumentar ligeiramente o ritmo.
Cortei a meta com 1h47m46s, média de 5'06'' /Km, conseguindo assim atingir dois dos objectivos a que me propus.
De resto não tenho muito mais a dizer, organização 5 estrelas (aquela melancia no final sabe pela vida), público sempre com os atletas (se bem que os achei menos efusivos que em anos anteriores) e em 2016 há mais.
Um agradecimento especial à Brigitte e ao Zé Tó, que me rebocavam subidas acima quando os 90Kg me puxavam para trás. Foi um trio à maneira.
"Depois da desilusão da participação portuguesa nos 10.000 metros femininos, Nelson Évora minimizou os maus resultados com a medalha de bronze no triplo salto."
ou...
"Aquelas gajas não correm um caracol, vá lá que apareceu o outro aos pulos e lá trouxe uma chapinha ao pescoço."
Esta era a parte que eu escreveria aqui umas belas asneiradas e os mandava para aqueles sítios onde o sol não brilha. O problema é que a minha mãe às vezes lê as minhas parvoíces e, além de não gostar do que iria ler, ainda me habilitava a levar uns tabefes.
Ironias à parte, julgo que a segunda frase seria mais adequada a aparecer em alguns meios de comunicação social, que têm profissionais a escrever sobre atletismo como eu escreveria sobre engenharia aeroespacial.
Uma imagem que diz mais que mil palavras.
A realidade é que os nossos atletas dão o máximo, o que têm e o que não têm. E depois chegam cá e, pelo menos, têm o nosso reconhecimento.
Mais três semanas de preparação, sempre em evolução.
A boa forma começa a aparecer e o ritmo a aproximar-se do meu normal.
Os treinos específicos continuam a ser um pouco sofridos mas isso, essencialmente, deve-se às condições de treino, nomeadamente a carga no final do dia de trabalho, o calor e, principalmente, o facto dos locais de treino habituais terem algum desnível. Esse desnível reflecte-se também nos treinos longos, onde o ritmo médio e o desgaste acumulado são superiores ao pretendido.
As excepções a estas regras foram os intervalados do passado sábado e o longo da semana passada.
Propositadamente fiz estes treinos na zona da Costa da Caparica, quase sempre com piso plano, o que viria a reflectir-se nos resultados finais.
Esta será a minha 5ª maratona, ainda que, das quatro anteriores, só duas delas contaram como tal, Lisboa 2013 e Sevilha 2015, aquelas que, de facto, corri a distância, sem paragens, sem interrupções e sem imprevistos, sempre a correr desde o Km 0 até aos míticos 42.195m.
Na minha opinião, claro está, são essas que realmente contam. Nas outras duas, Lisboa 2012 e 2014, ficou uma sensação de incumprimento, mas que serviram de aprendizagem a todos os níveis. Gosto de dizer que não venci a distância mas venci noutras vertentes, principalmente mentais, que me têm ajudado em desafios passados e irão ajudar nos desafios futuros.
O plano de treino que estou a seguir é o modelo disponibilizado no Garmin Connect que tão bem resultou em Sevilha.
Como se diz no mundo do futebol, em equipa que ganha não se mexe.
Depois de uma primeira semana de treinos pós-férias algo "arrastada", o inicio do plano da maratona mostrou resultados engraçados. Rapidamente os ritmos estão a aparecer e a recuperação pós-treino já está em valores quase normais.
Também dei uma voltinha de bicicleta de 34Km bem catita. E é para continuar, parece que o ciclismo é um bom complemento à corrida. E eu até gosto bastante de pedalar.
Volta de bicicleta Sobreda > Charneca da Caparica > Costa da Caparica > Cova do Vapor > Trafaria > Sobreda
O culminar destas duas primeiras semanas foi o treino longo do último domingo.
O que era para ser um treino calmo de 1h30m, transformou-se num treino de 24Km com 400m D+.
O que é facto é que as 2h19m de treino fluíram muito bem e o cansaço acumulado quase não se fez sentir. Foi um óptimo treino.
Treino longo Sobreda > Corroios > Laranjeiro > Cova da Piedade > Cacilhas > Almada > Pragal > Monte da Caparica > Sobreda
No que às provas diz respeito, não tenho muita coisa prevista, pelo menos até Novembro.
Já estava previsto, duas semanas de paragem para recuperação física e psicológica. Nestas duas semanas fiz apenas 8 Km's, mas porque fui "obrigado" pelas força das circunstâncias. De resto foi praia, umas flexões e abdominais, uns mergulhos e braçadas, bolas de Berlim, gomas, gelados e outras coisas boas.
Curiosamente não aumentei de peso e consegui manter-me mais ou menos no mesmo patamar que estava antes da paragem, que já não era nada famoso. Mas, pelo menos, não piorei.
Esta semana voltei aos treinos. No primeiro treino de 7,7 Km's senti-me um pouco pesado e o segundo de 9 Km's não foi muito melhor, tendo alguma dificuldade em sair da zona de conforto. Valeu a companhia do meu amigo e vizinho Zeca para quebrar a dor mental do ritmo lento.
Depois do primeiro dia de descanso as coisas melhoraram e consegui fazer um treino progressivo de 10 Km's bem agradável. No dia seguinte foram mais 12 Km's calmos à beira mar e para acabar a semana em beleza uma espécie de aproximação a um treino "longo" de 17,5 Km's, já num ritmo bem agradável, terminando no areal das praias da Costa da Caparica em ritmo forte durante quase 2 Km's.
Em resumo, foram cerca de 56 Km's em 5 treinos sempre em evolução. Não esperava tanto logo na primeira semana mas soube muito bem e, principalmente, senti-me quase como se não tivesse parado.
Esta é talvez a melhor prova que já fiz, só comparável com a São Silvestre da Amadora.
Pelo 4º ano consecutivo (e sem nunca falhar desde que corro a sério) voltei a Peniche para a prova que mais gosto de fazer, seja por toda a envolvência, seja pela distância, seja pela dificuldade do percurso, seja por tudo junto.
"Vicente" desde pequenino. :)
Este ano fomos presenteados com um novo local de partida. Na minha opinião só veio melhorar a qualidade da prova já que fez desaparecer o afunilamento inicial. Como se não bastasse ainda foram introduzidas caixas de partida por tempo. Sem dúvida que melhorou e muito o processo de partida do pelotão.
Pessoalmente não ia com grandes expectativas. Como vem sendo hábito, esta prova encerra a minha época e seguem-se umas semanitas de paragem absoluta. Como tal tenho treinado pouco e "mal", o que se reflecte na minha condição física actual e no peso, há muito tempo que não passava a barreira dos 90 Kg, 92 Kg para ser mais preciso.
No entanto, como é hábito, iria dar o máximo. Realisticamente, achei que tentar baixar a 1h10m seria o objectivo possível. Todos os anos tenho melhorado o meu tempo e este ano iria tentar manter a tendência.
Partida rápida, desde logo com a companhia do Heitor (até aos 5 Km's) e do Zé Tó. Até ao 6º Km consegui manter o ritmo sempre abaixo dos 4'30'' /Km mas a partir dos 6,5 Km's as dificuldades aumentaram. Era o inicio da subida para o Cabo Carvoeiro, cerca de 3,5 Km's quase sempre a subir.
Perto dos 5 Km's, ainda com o Zé Tó.
Tendo consciência da minha condição actual "tirei o pé". Perdi o Zé Tó mas não podia forçar e arriscar a faltarem as forças mais tarde. Fui subindo num ritmo que me pareceu confortável mas, o que é curioso, comparando com os anos anteriores, esta foi a minha subida mais rápida.
Talvez as fogueiras e o muito público (acho que mais que nos anos anteriores) tivessem dado alento extra para ignorar o esforço.
Depois de passar aos 5 Km's com pouco mais de 22 minutos, a passagem aos 10 Km's em cima dos 46 minutos mostrava a diferença de ritmo imposta pela subida. E seguiam-se mais 2 Km's de sobe-e-desce. Apesar de ir em bom ritmo não tinha força para muito mais e, apesar de vários incentivos de amigos que iam passando, não arrisquei em segui-los. Não me sentia com força para isso.
Está feita!
Quando já aproveitava a última descida para o embalo habitual nos últimos 2 Km's surge nova alteração de percurso. Este novo troço compensava os metros a menos em função do novo local de partida. Só que tinha ainda mais uma subida, cerca de 500 metros desconhecidos e não previstos.
Lá os fiz como pude, recuperei o possível nos metros seguintes e embalei para a meta.
Não foi o final dos outros anos mas, apesar do desgaste, ainda fechei com bom ritmo.
Cortei a meta com 1h09m50s (tempo de chip), ritmo de 4'39'' /Km, retirando 1'19'' ao tempo do ano passado. Objectivo atingido!
A organização esteve como é hábito, bem no topo. A alteração do local de partida e as caixas de partida por tempos ajudaram a melhorar, talvez, o único ponto sujeito a reparos.
E o povo de Peniche, bem ajudado pelos muitos visitantes, estiveram como é habitual, fantásticos!
Muito obrigado!
Salvo algum imprevisto de força maior, estarei sempre presente à partida da Corrida das Fogueiras... SEMPRE!!!
Pela primeira vez estive presente à partida da Corrida do Oriente.
Apesar de saber da existência de algumas zonas de empedrado, sendo o percurso maioritariamente plano, iria arriscar um andamento mais forte.
Mesmo não estando a preparar nenhuma prova mais a sério, este seria um bom teste para a próxima Corrida das Fogueiras, onde irei tentar melhorar o meu melhor tempo nesta prova.
O inicio foi rápido e os dois primeiros quilómetros foram feitos abaixo dos 4'20'' /Km . Apesar do número elevado de atletas lentos (e muito lentos) que teimam em ocupar as primeiras filas à partida, o facto das avenidas serem largas ajudou a não perder muito tempo.
Quase quase...
O 3º Km foi mais lento. Algumas subidas, apesar de ligeiras, fizeram o ritmo baixar para perto dos 4'30'' /Km. Mas depois voltei a encostar nos 4'20'' /Km.
Apesar do calor sentia-me bem e o facto de quase não haver sol ajudava a manter a sensação de calor em níveis suportáveis.
Até aos 6,5 Km's mantive o ritmo forte, cheguei mesmo a pensar que poderia bater o meu melhor tempo, mas com a entrada na zona de pior piso, com o abastecimento e com o cansaço acumulado, voltei a baixar o ritmo. Foram cerca de 1,5 Km's a lutar e pensei mesmo que já não tinha mais nada para dar, mesmo fugindo do empedrado para o passeio, onde o piso era menos irregular.
Na meta! (foto: AMMA)
Mas ao sairmos desta fase de pior piso voltei a ganhar força. Aproveitando a boleia de um atleta ligeiramente mais rápido voltei a aumentar o ritmo.
À entrada para o último quilómetro acelerei o que pude mas aquelas últimas centenas de metros novamente em empedrado dificultam a passada.
Terminei com 44m08s, média de 4'25'' /Km, o meu 2º melhor tempo aos 10 Km's, ficando a uns meros 23 segundos de bater o meu record da distância. Definitivamente os 3º e 8º Km's tiraram-me o PBT. Mas foi um óptimo aperitivo para a Corrida das Fogueiras.
Quem me conhece sabe que não sou muito de publicitar estas coisas mas hoje é o dia do meu aniversário.
Mas não é um aniversário qualquer, é um aniversário especial, um aniversário que alguns (poucos) não vão perceber e outros ainda, que percebendo, não lhe vão dar muita importância.
Mas os restantes, aqueles outros "alguns", mesmo que poucos ou raros, vão perceber, vão entender o que me vai na alma, o que estou a sentir hoje.
É que hoje faz precisamente 42 anos e 195 dias que nasci.